Archive for Abril 2007
Minha vida sem mim

Ann (Sarah Polley), 23 anos, duas filhas (3 e 5 anos), casada com uns construtor de piscinas desempregado, que conheceu num show do Nirvana. Vive num trailer no fundo da casa de sua mãe (Deborah Harry), e trabalha como faxineira numa universidade. Logo podemos perceber que Ann não leva uma vida fácil: ela só busca a sobrevivência, trabalhar, cuidar das filhas… Mas tudo muda quando Ann começa a sentir-se muito mal, e procura um médico: aqui começa a história.
Depois de fazer alguns exames, eis a notícia de que ela tem câncer e que está se espalhando pelo corpo rapidamente. Sua expectativa de vida gira em torno de três meses. Mas ela resolve esconder a doença de todos, e diz apenas estar com anemia.
Uma moça jovem, com filhas pra cuidar, e apenas três meses de vida. Ann resolve fazer uma lista das coisas que desejava muito realizar, e começa a correr atrás de seus sonhos. Vai visitar o pai, preso há anos, grava fitas de vídeo para as filhas, “encaminha” o marido para a vizinha, uma boa moça que poderia “substituir” ela… e no meio de tudo isso, Ann conhece Lee, por quem se apaixona.
(…)
É impossível não se comover com a história desse filme, que mesmo sendo tenso e dramático, nos deixa uma boa reflexão sobre a vida… Afinal, você precisa estar perto da morte pra começar a valorizar sua vida?
Um filme sensível, tenso, pra chorar. É um questionamento extremamente importante, e também as vezes serve como um lembrete: Você está vivo.

- Download do Filme (via Emule)
- Trilha Sonora
Maçãs + Laranjas

E se o sol se recusar a brilhar? E se as nuvens se recusarem a chover? E se o vento se recusar a soprar? E se os mares se recusarem a ondularem? E se o mundo se recusasse a girar? E se as estrelas hesitassem?
E se, o que for não for verdade? O que você irá fazer? E se, o que for você não for? Isso significa que você tem que perder? Procurando pela sensação de alguma coisa nova.
E se o silêncio lhe fizesse dormir? E se o ar pudesse lhe fazer respirar? E se as palavras trouxessem você aqui? E se esse som pudesse lhe trazer paz?
Menina de Ouro

Nunca gostei de lutas em geral, muito menos de boxe. Quando vi pela primeira vez o pôster de Menina de Ouro nos cinemas, logo pensei: “mais um filme americano… lutas… violência… apostas… dinheiro.” … e eu estava bem enganada.
O filme traz muita luta sim, mas nada de porradas e violência a toa. A luta, nesse caso, é vista como a determinação de Maggie em busca de vitória: ela sabe o que quer, e mesmo não tendo talento para a luta, ela está disposta a fazer o que for preciso para vencer.
É essa força de vontade de Maggie que muda a vida de Frankie (Clint Eastwood), um cara que passou a vida toda nos ringues, transmitindo aos lutadores a sua lição de vida: acima de tudo, sempre se proteja.
Mas não foi tão fácil conseguir a confiança de Frankie, que logo foi dizendo à Maggie que ela já estava velha para começar uma carreira de lutadora. Mas o que significaria um “não” perto da determinação inabalável de Maggie? A partir daí ela se entrega totalmente aos treinos com a ajuda de Scarp, o único amigo de Frankie.
Revezando momentos em que se agridem ou se inspiram mutuamente, Scarp e Maggie descobrem ter um espírito em comum que transcende as dores e perdas que sofreram no passado, e encontram um no outro a família que há muito perderam. O que eles não sabem é que em breve enfrentarão uma batalha que exigirá mais coragem do que qualquer outra.
Uma verdadeira obra prima de Eastwood, junto com a atuação fantástica de Hilary Swank: um filme sensível e reflexivo, que mexe com a emoção de qualquer um. Capaz de nos encorajar a fazer qualquer coisa para realizar um sonho.
Se existe magia em lutar além dos limites da resistência, esta é a mágica de arriscar tudo por um sonho que ninguém enxerga, só você.

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Forrest Gump

Forrest Gump
Décadas de história contadas em um pouco mais de duas horas de filme – Forrest Gump é daqueles filmes que você assiste e nunca mais esquece. Não só pela excelente atuação de Tom Hanks, mas também pela história do filme, que é realmente muito boa.
Forrest Gump é um rapaz inocente e ingênuo, que passa o filme contando uma fábula em que ele consegue superar problemas individuais e vencer na vida.
No começo, temos um simples garoto que vive com sua mãe, é aí que conhecemos um pouco mais sobre a vida de Forrest: um garoto com QI abaixo do normal, deficiência nas pernas, sendo considerado um “bobo” pelos garotos que o vêem.
Porém, Forrest Gump vai se revelando um cara muito especial ao decorrer do filme, que apesar de suas dificuldades, fez faculdade, jogou futebol americano, entrou no exército, participou da Guerra do Vietnã, correu grande parte do território dos EUA e ainda se casou… E assim, Forrest vai narrando sua história, que coincide com vários fatos históricos dos Estados Unidos, mostrando aos telespectadores as maiores mudanças da sociedade americana pela década de 60.
O filme pode ser visto como uma crítica a sociedade norte-americana, ou como uma simples fábula, com drama e humor, tudo em excelentes proporções.
“Shit happens!”
“Life’s a box of chocolates: You’ll never know what you’ll get.”

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